4 de março de 2013

Governados incultos

Lembrando um debate na Fábrica Cultural, onde se firmou ainda mais a parceria do candidato eleito prefeito de Pelotas com a amiga e atual titular da Secult, Eduardo Leite disse que sua meta pra cultura em 2013 era reformar o Sete de Abril. Essa é uma meta miserável, mesquinha, ainda que custe milhões. Cultura é só isso? Povo culto não é necessariamente o que tem teatro, porque antes tinha e a grande massa seguia na ignorância proposital. Governar pra elite é o que se tem feito há gerações. Cito o caso atual, mas não me falem em outros partidos nem nomes, porque nenhum deles teve a intenção de mudar a ordem social, ainda que seus estatutos em algum lugar o exprimam e em campanha o proclamem. O que temos é uma sucessão de privilegiados privilegiadores no poder e outros que disputam pra ter o cetro nas mãos e ter sua vez de ser beneficiados e beneficiar seus grupos de interesse. É preciso que a grande maioria das pessoas tenha cultura real, não esse distracionismo fantasiado de pertinência. Os ricos, os nobres continuam em descarada vantagem nas prioridades da liderança. Não é com festa popular ou com porta de prédio aberta que se torna mediocridade ou miséria em prosperidade. É necessário ensinar, questionar, deixar-se questionar. O que aprendem na escola tantas vezes sequer serve pra algo mais que passar nos exames. Sabem plantar? Votar? Pensar? Amar? Correr? Como se só os diplomados movessem o mundo, ainda se prioriza demais o meio famigerado e exclusivista onde se 'formam' os profissionais. Cultura é mais que isso também. Silenciar perante a massa que quer ser governada é dar continuidade a uma hipnose coletiva que induz à morte e exploração. Cultura é uma necessidade primordial pra que haja paz e igualdade.

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