22 de novembro de 2010

Controle social na escola

19/12/1994

Quem comanda a sociedade tem suas próprias estratégias. Uma delas é a escola. O controle social é exercido na escola e, principalmente, pela escola.
Deixando de lado as causas de tal opressão, cabe perguntar: De que forma isso ocorre? Quais suas conseqüências? Tal reflexão pode abalar a estrutura atual de ensino (a não ser que não).
A escola impõe normas de conduta que geram reflexos marcantes na vida social adulta dos alunos. Os professores são preparados para conduzir os estudantes ao seu futuro esperado. Qualquer parcela de identidade do indivíduo é sufocada nas salas de aula, corredores e pátios das instituições de ensino. Poucos resistem. A instituição de ensino desconsidera a individualidade dos seres humanos e generaliza o tratamento, estendendo-o a todos os alunos a fim de prepará-los para um tipo de vida social.
Os textos apresentados nos livros são manipulatórios. Diversas técnicas são utilizadas para massificar o contingente estudantil para torná-lo socialmente aceitável. Depois de anos sob tal doutrina, os alunos são tornados idênticos, obedientes, sem senso crítico, entupidos com informações prontas para que não precisem pensar.
A escola sempre se manteve rígida em aspectos que deseja cultivar ou inibir no aluno, seja quanto a horários, tarefas, posturas, relacionamentos, vestimenta, diferenças sociais ou hábitos alimentares, físicos e mentais. Ela estipula e coloca ordem e disciplina em quase todos os atos, sejam eles exclusivos da vida escolar ou mesmo da vida privada. A conduta que não satisfizer ao educador, que não for semelhante a uma conduta esperada e estimulada, será combatida, eliminada e punida conforme o sistema de ensino vigente e a permissividade de cada escola. A conduta desejada será incentivada direta e subliminarmente, enquanto que a indesejada será desestimulada da mesma forma.
A sociedade atual, com sua maneira de encarar a vida, estabelece certos padrões de comportamento como válidos e outros como inválidos. Essa imposição se dá por meio de várias instituições, dentre as quais se destaca a escola. Os padrões comportamentais exigidos em aula são notavelmente semelhantes aos padrões exigidos pela sociedade, seja no aspecto profissional, coletivo ou particular, sugerindo uma ligação, um processo progressivo de construção de condutas sociais.
O catalisador de toda essa construção mental é o professor, o principal agente da educação e controle dos comportamentos estudantis. Ele nada faz além de reproduzir o que lhe é dito por meio dos paradigmas sociais, impostos sem que professor ou aluno consigam realmente perceber o que ocorre. Mesmo aqueles mais questionadores chegam a novas idéias sem ainda mudar a perspectiva, sem olhar o mundo sob novos ângulos. Conhecem apenas pouco mais do que lhes é mostrado pelo sistema dominante, impregnado de ideologia opressora. Argumentos fora dessa esfera são tidos como inaceitáveis e serão reprimidos.
O período escolar visa unicamente doutrinar o indivíduo para uma obediência quase cega aos seus superiores. O caráter educativo torna-se secundário. Na escola são impostos paradigmas e padrões, regras e regulamentos que definem até que ponto se pode pensar, agir ou mesmo intuir. A condição última da produção é a reprodução das condições de produção. O que se aprende na escola? Vai-se mais ou menos longe nos estudos, desde ler, escrever e contar (técnicas) até elementos (rudimentares ou aprofundados) de cultura científica ou literária diretamente utilizáveis nos diferentes lugares da produção. Há um tipo de instrução para os operários, outra para os técnicos, uma terceira para os engenheiros, outra para os administradores... Aprendem-se, portanto, saberes práticos, além das regras dos bons costumes, isto é, o comportamento que todo agente da divisão de trabalho deve observar, segundo o lugar que está destinado a ocupar, que pode incluir regras morais, consciência cívica e profissional e que são exatamente regras de respeito pela divisão social e técnica da ordem de trabalho estabelecida.
A escola também ensina o administrador a bem falar e redigir para bem mandar (dar ordens claras aos operários) segundo o modelo estabelecido pelos que dominam as massas e seus servidores.
A reprodução da força de trabalho exige não só uma reprodução da qualificação desta, mas, ao mesmo tempo, uma reprodução da submissão dos operários às regras da ordem estabelecida e à ideologia dominante.
Também os agentes da exploração e repressão precisam ser reproduzidos em sua capacidade de bem manejar a ideologia e suas formas legais a favor do atual sistema escravagista, substituindo os grilhões das senzalas por correntes cujos elos são apenas palavras.
Visto que os homens são escravos das palavras que lhes são ditas desde a infância, direcionar adequadamente essa tendência humana é função primordial dos currículos escolares.
As aulas de Geografia somente nomeiam a pobreza, sem ensinar seu real significado.
As de História, contam-na como bem quis quem escreveu o livro oficialmente aceito. Quem o escreveu? Os que viveram a história de verdade não estão presentes para serem ouvidos ou questionados. Não há como questionar uma verdade tão absolutamente e absurdamente dada como única se somos acostumados a receber tudo pronto, sem aprendermos a pesquisar por nós mesmos a partir das múltiplas visões do que ocorre.
As aulas de Matemática ensinam sobre raízes que não se plantam, até porque na escola não se ensina a plantar nada. Basta comprar no supermercado o que quiser.... lá onde tudo vem pronto! Aliás, aproveite e compre seu caríssimo caderno do mais atual personagem midiático, já que isso é parte constante dos rituais de posicionamento social presentes na escola, onde quem detém a posse é tido como melhor posicionado.
As aulas de línguas ensinam a conexão gramatical das palavras, com preposições, artigos, pronomes, verbos e sujeitos, porém não ensinam o real significado das palavras, que é, de tudo, o que mais importa na língua. Se os currículos fossem mais verídicos, deveria haver aulas de Demagogia para representar o que é verdadeiramente ensinado em aula.
A vantagem da escola sobre os outros aparelhos ideológicos é que ela dispõe da maior parte do tempo obrigatório da totalidade das crianças da formação social capitalista.
O sistema escolar favorece a separação da humanidade em classes. Raramente ensina a unir os socialmente diferentes.
O conhecimento dos livros escolares confere prestígios a quem o possui e desprezo aos ignorantes que dele são privados. Se um indivíduo não tiver o Ensino Fundamental ou o Médio, certas áreas de atuação lhes fecharão as portas sem questionar qualquer outra coisa sobre as demais habilidades daquela pessoa.
As crianças que pertencem à classe dominante possuem vantagens derivadas do estilo de vida que levam. Podem ter melhor alimentação, estimulação psicofisiológica em faixas etárias adequadas, ensino qualitativamente superior, motivação apropriada para aspirações profissionais elevadas etc. Tais vantagens garantem-lhes êxito escolar e essas crianças serão consideradas naturalmente superiores, dotadas de inteligência maior. Terão maiores possibilidades de sucesso profissional, pois estarão preparadas para ocupar os melhores empregos oferecidos pela sociedade.
O mundo da educação está dividido entre os que têm e os que não têm problemas econômicos, sendo estes últimos os favorecidos pelo sistema social e pela barreira cultural.
Aqueles com as melhores e mais extensas qualificações escolares terão as melhores oportunidades de bons empregos e salários. Tais pessoas geralmente já fazem parte da classe dominante, pois são os poucos que possuem condições econômicas para oferecer às suas crianças tão dispendiosas qualificações. É criado um círculo vicioso que manterá no poder e qualificará os mesmos de sempre, garantindo a superioridade da classe dominante.
Algumas professoras, ainda que tenham a imagem de serem bondosas, têm que manter sua autoridade sobre a turma para que não façam algazarra, mostrando-se também autoritárias e repressoras. Não poderia ser diferente, pois o modelo de autoridade que conhecemos é autoritário e repressor, mesmo na família. Tudo isso é reforçado e legitimado no lar e na aula. Esse conceito de disciplina se baseia em respeito, obediência e passividade e desconsidera o diálogo e a busca comum.
O que é convenientemente exigido é que o aluno seja estudioso e submisso. Devem apresentar comportamentos que não incomodem, não tragam inovações, perturbações sempre existentes em qualquer tipo de transformação. Os alunos estudam, obedecem, aprendem, memorizam, agradecem, não perguntam, não criticam, não pensam. O autoritarismo amarra a postura crítica.
A escola é um instrumento para invalidar qualquer comportamento mais original e irrequieto dos alunos, para transformá-los em seres quietos, passivos, pontuais e uniformes.
O aluno anula toda sua espontaneidade através de suas estruturadas atitudes ditas ‘educadas’, com ‘bom dia’, ‘obrigado’ e ‘desculpe’, parecendo que nada além disso pode ser dito.
Algumas virtudes são ensinadas erroneamente, como a economia (apenas para quem tem o que economizar), a verdade (distorcida para tornar-se arma de opressão), a ordem (para que se concretize o domínio injusto), as boas ações (para que não se perceba a ambigüidade dos relacionamentos humanos) e a união (que promove a produtividade, que une internamente pessoas de um nível social, distinguindo assim grupos, separando-os).
Essa subjugação do caráter se dá de tal forma que aluno, professor, pais e o restante da sociedade não se sentem invadidos ou perturbados, não percebendo o que ocorre. A ideologia é mesclada ao conteúdo e integra-se a ele.
Um sujeito controlável é considerado inofensivo ao sistema. Uma pessoa criativa, adaptável, é um perigo em potencial para ele.
Apesar de todo esse poder mal direcionado da escola, o aluno é apresentado a ela como algo essencial e prazeroso quando, na verdade, é uma instituição que fiscaliza e doutrina cada pessoa que ali entra, bombardeando-a com conformismo e continuidade através de aulas abstratas e superficiais.
Na escola utilizam-se diversas técnicas para fazer do aluno o que bem se quiser, sendo que algumas são usadas em tortura de prisioneiros. Essas técnicas raramente são utilizadas isoladamente. São combinadas entre si de diferentes formas nos diversos sistemas de ensino, alterando sua eficácia e apresentação.
Uma dessas maneiras é idiotizar o aluno, afastando-o da realidade, alienando-o, criando para ele um mundo utópico, fantasioso, estereotipado, onde tudo é lindo se cumprir seu papel no sistema social vigente. Pode-se também manipular a criança por meio de compensações, prometendo-lhe uma série de recompensas para determinadas atitudes, ou seja, atitudes agradáveis ao sistema são estimuladas com promessas agradáveis aos alunos. A escola igualmente procura doutrinar o aluno ao defini-lo e limitá-lo, treiná-lo e programá-lo, não lhe dando alternativas. O professor ensina ao aluno a conformar-se, ensinando como funciona o mundo e que ele não pode ser modificado, portanto é preciso viver por suas regras e simplesmente aceitá-las. O estudante é massificado quando, ao ser inserido em um ambiente coletivo, é treinado para ser uma réplica humana.
Ainda enumerando técnicas manipulativas usadas na escola, o controle de opções é outro meio de impedir a criação, pois a escolha é permitida apenas dentro de alternativas que se limitam somente àquelas que interessam ao sistema. Existem as constantes ameaças de que o aluno estará perdido se não for um cidadão considerado normal. Ainda também se usa a repetição, pois uma repetição constante e insistente faz com que, após algumas repetições, se obtenha do aluno a resposta desejada. O aluno pode também ser frequentemente humilhado, sendo condicionado a sentir-se inferior, sempre disposto a encontrar, respeitar e obedecer a um superior (pai, professor, chefe...).
Há ainda diferentes tipos de hostilização, ou seja, agressões para obter uma conduta servil e obediente, respeitosa e passiva. A hostilização física constitui-se de abusos como tapas, castigos, beliscões, empurrões, puxões de orelha etc. A hostilização psicológica compreende ofensas, ironias, reclamações, gritos, olhares etc. A hostilização burocrática inclui o professor que reduz a nota de um aluno, não registra uma presença em aula, rasga um trabalho ou nega a um aluno o direito de fazer uma prova.
Os homens que dominam o mundo não são famosos por sua misericórdia ou consideração pelos sentimentos alheios. Na verdade, fazem uso deles para alcançar seus cruéis objetivos. Há uma corrente filosófica que agrupa todos os sentimentos em um conjunto de cinco elementos (satisfação sensual, necessidade de amor, medo, insatisfação e raiva). Esses sentimentos são considerados formadores do caráter humano, ou seja, cada pessoa seria uma combinação diversa desses sentimentos, sendo um ou outro dominante em cada indivíduo.
De acordo com o sentimento dominante de cada pessoa, diferentes técnicas podem ser utilizadas. Uma pessoa que busca fortemente a satisfação sensual é facilmente levada por ofertas aparentemente lucrativas ou que lhe proporcionem prazer, o que pode ser feito por meio de compensações. Quem tenha grande necessidade de amor pode ser controlado por chantagens emocionais e promessas de que será amado se corresponder às expectativas, sendo alvo do conformismo. Aqueles que sofrem de medo excessivo são atingidos por ameaças e hostilizações. Uma pessoa visivelmente insatisfeita pode ser enganada com a promessa de que, se agir de outra maneira, a insatisfação cessará, sendo essa uma combinação da idiotização com o controle de opções, quando o aluno acaba sendo iludido de que está satisfeito apenas porque a situação anterior acabou. Alguém dominado pela raiva será mais racional e emotivo, sendo manipulável por meio de jogos de palavras e ideais bonitos contra pessoas malvadas que desobedecem, em uma mistura de doutrinação, repetição e massificação voltada para o patriotismo fanático.
Toda ideologia massificante encobre seus problemas. A escola também deixa alguns assuntos de lado, dentre os quais cabe destacar: a importância da condição sócio-econômica para determinar o sucesso ou fracasso escolar; a discriminação exercida através da escola que permite que apenas uma restrita minoria continue seus estudos; a possibilidade de alterar a atual configuração social por meios legais ou por ação direta; o custo do estudo (material escolar, mensalidades, transporte...); o modelo escolar autoritário e repressivo quee faz dos alunos pequenos robôs que só agem segundo ordens; a seleção social que faz com que alguns sejam privilegiados e é camuflada sob a desculpa do mérito individual.
A escola é um mundo fechado, imutável, onde a obediência é muito mais valorizada que a curiosidade, o espírito crítico e a criatividade. Estes aspectos não são estimulados , o que somente demonstra o caráter antieducativo dessa instituição. Ao definir esses parâmetros educacionais a escola limita aos cidadãos e à sociedade, criando pessoas em série, com as mesmas opiniões, vontades, ambições, preconceitos, atitudes e raciocínios, independentemente de nível social. As crianças se tornam o que foi imposto a elas principalmente por causa das limitações a que são expostas.
Sob um ponto de vista restrito à resposta aos estímulos da escola, os alunos são muito semelhantes entre si. O mesmo ocorre com diretores, professores, empresários, gerentes, faxineiros, operários etc. As pessoas são treinadas para serem simples executoras de funções e não seres humanos únicos, diferentes de todos os outros.
Um aluno preparado para a sociedade é desprovido de espontaneidade, criatividade e raciocínio. A escola promove a obediência, não a criatividade. Se as pessoas fossem levadas à crítica e à autonomia, provavelmente não haveria a atual configuração social.
Sob o medo da bagunça generalizada, a população permanece calada, não se rebela contra as injustiças, não exprime suas ideias e segue obedecendo sem criticar. Milhares seguem incoerentemente em uma inércia suicida, que valoriza cada vez menos o ser humano e cada vez mais as coisas e as relações sociais.
A escola ensina saberes práticos mas em moldes que asseguram a sujeição à ideologia dominante ou o manejo da prática desta. Todos os agentes da produção, da exploração e da repressão, não falando dos profissionais da ideologia, devem estar, de uma maneira ou de outra, penetrados por essa ideologia, para desempenharem conscienciosamente a sua tarefa – quer de explorados, exploradores, auxiliares da exploração, papas da ideologia dominante etc.
É nas formas e sob as formas de sujeição ideológica que é assegurada a reprodução da qualificação da força de trabalho. Desde o pré-primário a escola toma a seu cargo todas as crianças de todas as classes sociais e inculca-lhes durante anos os tais saberes práticos envolvidos pela ideologia dominante (cálculo, história, ciências, literatura, línguas) ou simplesmente a ideologia dominante no seu estado puro (moral, instrução física, filosofia).
Isso começa desde os anos iniciais, em que a criança está mais vulnerável, entalada entre o aparelho ideológico família e o aparelho ideológico escola. Por volta dos dezesseis anos, uma enorme massa de jovens cai na linha de produção. São os operários ou pequenos camponeses. A outra parte da juventude escolarizável continua e, seja como for, faz um troço do caminho para cair sem chegar ao fim e preencher os postos dos quadros médios e pequenos, empregados, pequenos e médios funcionários, pequeno-burgueses de toda espécie. Uma última parte consegue ascender aos cumes, quer para cair no semi-desemprego intelectual, quer para fornecer, além dos intelectuais do trabalhador coletivo, os agentes de exploração, os agentes da repressão e os profissionais da ideologia.
Cada massa que fica pelo caminho está praticamente recheada da ideologia que convém ao papel que ela deve desempenhar na sociedade de classes: explorado (com consciência profissional, cívica, nacional e apolítica altamente desenvolvida), agente da exploração (que saiba mandar e falar aos operários, lidar com relações humanas para alcançar resultados financeiros), agente de repressão (para manter a ordem estabelecida, capaz de mandar e ser obedecido sem discussão ou majenar a demagogia da retórica dos dirigentes políticos) ou profissional da ideologia (que saiba tratar as consciências com o desprezo, o desrespeito, a chantagem e a demagogia que convêm, acomodadas às sutilezas da moral, da virtude, da transcendência, da nação, do papel do seu país no mundo etc).
Tudo neste mundo parece obedecer cegamente a convenções culturais depositadas pelo tempo. Moda, religião, filosofia, ideologia, hábitos e costumes são o reflexo da realidade cultural de um povo ou de uma nação, mesmo que não sejam os melhores para os integrantes desses grupos sociais.
Quem nos dita essas convenções são os aparelhos ideológicos, dos quais o principal e mais atuante é a escola, que discrimina e gera discriminação, visto que os que não freqüentam os assentos escolares são estigmatizados como inferiores, pois o mercado de trabalho lhes paga menos e estreita as oportunidades por não portarem um diploma.
A escola é instrumento para formação de caráter. É lá, lugar socialmente obrigatório, que se faz com maior eficácia a manipulação social, dando aos alunos o que se quer que eles tenham e tirando o que é indesejável.
A escola cria a realidade quando nos ensina que há um único tipo de sociedade e de pensar. O que ela não nos ensina deixa de existir em nosso modo de ver o mundo.
Para que tudo isso ocorra, a escola utiliza-se dos mais cruéis e variados meios para chegar aos inescrupulosos fins de uma sociedade escravizadora e escravizada, sem direito e sem capacidade de pensar e, portanto, questionar.
O resultado é uma população robotizada, controlável, obediente e cega. A escola segue repondo pessoal ideologicamente e qualitativamente para suprir as demandas capitalistas.
A escola perdeu seu caráter principal de educadora e se tornou um órgão de repressão, autoritário e produtor de força de trabalho. Todas as condutas do aluno são construídas para que não destoem do comportamento servil integrado ao sistema, construídos pelos conteúdos didáticos e nas relações que a escola nos impõe, de uma forma sutil, mas demasiadamente agressiva, tentando tornar a todos idênticos, obedientes, quase irracionais, sabendo apenas o que se precisa saber.

4 comentários:

Anônimo disse...

AVISO IMPORTANTE
DE: DONO DO MUNDO
PARA: ALF (PAULO ALFRINO)

Estão te esperando na academia!
Não a de ginástica, nem a do samba. Tu sabe qual.

Corre lá!

Anônimo disse...

Precisamos de ti urgente. São pensamentos humanistas e libertários que fazem falta para mudar a realidade deste mundo que aí está.
Me lembras Noam Chomsky.

Yavor disse...

Olá Paulo, parabéns pela sua forma de pensar. Eu próprio sei do que fala. A maioria dos professores em vez de libertar o espírito dos alunos, os escraviza. Não que seja feito propositadamente e conscientemente, mas o resultado é este. Recomendo-lhe um livro muito bom chamado "Para que serve a escola?" de Michel Lobrot. Vai gostar!

Bar do Pedagogo disse...

Obrigado por suas palavras colega Paulo!!!

Você me fez lembrar de um dos mais inspiradores livros que já li "A escola com que sempre sonhei sem imaginar que pudesse existir, do Rubem Alves.

Faça-me uma visita no http://bardopedagogo.blogspot.com.br/ e deixe um comentário.