19 de agosto de 2014

Língua da saúde

Em vez de passar discutindo a saúde da língua e trazer mais pautas sobre a formação da linguagem e da gramática normativa os políticos devem deixar de ser atendidos em instituições privadas e falar na pele o que é a vida pública. Um governo não pode buscar vantagens pra si. Por anos a questão da filiação partidária e de outras associações usuais com as corporações que circundam a política têm me afastado da disputa oficial. Por fim,  fundei o Partido da Humanidade (PUM) sem registro e sem membros. A proposta é uma: comida, casa, roupa, cuidados de saúde, segurança e acesso a educação pra todos do nascimento até a morte com qualidade. Uma porção do dinheiro que o governo cria regularmente (assim como os bancos também criam) será destinada ao atendimento das necessidades básicas pra sobrevivência com qualidade. Os grandes contratos do governo vão estar nessas áreas e são excelentes oportunidades pra investidores. Se algum dia se falou em progresso,  estamos na era dele. A tecnologia é capaz de substituir nossos braços e podemos ser realmente livres pra ser humanos em vez de repetidores de tarefas. A constituição fala em liberdade e vida como direitos mas na prática isso é impossível pelo esquema social atual. Desde pequenos na escola até a fila do pagamento da aposentadoria somos encurralados no abatedouro e pouco tempo sobra pra que sejamos nós mesmos. Não são necessários quatro anos pra resolver isso. Vamos ao necessário primeiro. Decidimos o caminho melhor conforme nos tornamos mais inteligentes em linguagens. Normas nos tornam normais e na verdade somos únicos. Busquei a candidatura avulsa desde o tempo que ela estava proposta por Itamar Franco mas depois que ele morreu (dois meses depois que busquei contato com ele sobre o assunto) foi rejeitada pra manter a estrutura partidária podre em pé. Não sou novo na internet e posso ser pesquisado. Fui candidato a papa, grão-mestre e prefeito de onde nasci - atualmente busco os cargos de presidente ou governador (nessa ordem de preferência). Livra tua língua no voto. Sou zero. 
#pauloalfpresidente 
#alfrinogovernador
#s0zero

12 de agosto de 2014

Paulo Alf Presidente

Falta uma semana pro início da minha campanha eleitoral, que vai coincidir com o começo da propaganda eleitoral gratuita dos demais candidatos. Este blogue será meu canal principal aqui na internet para veicular mensagens referentes a política.

8 de agosto de 2014

Curo

músculos se esticam e afrouxam
com o simples toque ou choque
nossos medos eficiência roubam
por mais dor que isso provoque

pra curar, a ponta dum só dedo
com pensamento claro na mente
boa comida e correr desde cedo
aprender e criar e ser boa gente

24 de junho de 2014

Lei Seca

24/06/2014 02h24 Mensagem protocolada sob o número D04A103180263 para a Comissão de Constituição de Cidadania e Justiça da Câmara dos Deputados: Senhorxs, A lei 9.503/97 do Código de Trânsito Brasileiro determina de forma vaga quais sejam as substâncias psicoativas que afetem o manejo de um veículo, condenar-se-ão por essa brecha milhares de usuários de medicamentos farmacêuticos e de inúmeras plantas medicinais usadas em chás, incensos, cremes e outras aplicações terapêuticas de que dependem para seu bem-estar ao se deslocarem no trânsito muitas vezes estressantes para seus afazeres muitas vezes estressantes.

30 de abril de 2014

Partido da Humanidade (Pum)

Cria-se nesta publicação o Partido da Humanidade (Pum). Sem estar oficializado junto a cartórios eleitorais, a intenção neste momento é hastear a bandeira humana, segundo a qual a pessoa é o que existe de mais importante aos olhos do governo (que recebe o poder do povo). O poder público tem sido manipulado por dinheiro faz muito tempo para atender a famílias, amizades e empresas ligadas a políticos. As leis escritas não são sensíveis aos problemas de cada envolvido e os juízes e advogados só fazem cumprir a lei sem pesar na balança da justiça as questões humanas. Pais e mães são separados dos filhos, multidões são escravizadas pela ignorância e falta de oportunidades, a liberdade, a sensibilildade e o poder de criar são cada vez mais apagados das lições. Tem gente sofrendo com fome, frio, doença e violência sem que isso seja tratado com urgência. Precisamos de mais respeito nas relações, não somente profissionais, e essa consideração precisa ser um dos fundamentos da sociedade. É preciso reconhecer que sem a mão treinada do trabalhador (em lojas, escritórios, quartéis, hospitais, construções, escolas, caminhões, lavouras etc.) ninguém teria os bens de que desfruta. É preciso que cada humano tenha garantida a satisfação das suas necessidades básicas, como um direito adquirido, não como algo pelo que lutar. Que saciados e protegidos cada pessoa possa buscar a felicidade nas suas atividades, não mais obrigadas pela servidão forçada, mas que trabalhe de forma voluntária se assim quiser para atingir seus objetivos pessoais. O Pum espera representar esses e outros anseios legitimamente humanos. Que incomode a cada um ver um semelhante em condição de miséria ou doença e que essa perturbação conduza à ação para melhorar a condição do outro. Ao votar, pense em quem precisa mais.

28 de abril de 2014

Sei cá

Chego ao ponto crítico
Saber cá não tem lugar
Viver exige um mínimo
Como bebo respiro ar

Passei em monte e vale
Conheci a rico e pobre
Caro nenhum mais vale
Pois toda alma é nobre

Quase todos qual louco
Negando sua ignorância
Quem pensa tem pouco
Perdeu amor da infância

25 de abril de 2014

Ouro no futebol

21 de abril de 2014

Mudo

Aos 6, aos 12, aos 18 anos, aos 24, aos 30 anos de vida conheci modos de vida muito diferentes. Isso me levou a muitos estudos e experiências que acontecem ainda hoje. Até agora aprendi de áreas úteis do conhecimento, mas isso não é tudo e de nada me adianta se não me muda todo o tempo pra que eu alcance o que quero: ser humano, ou melhor, ser mais sensível e sensato. Isso não se faz sozinho nem correndo. Fatias de 6 anos vão cruzando meus dias (6 anos na primeira escola, mais 6 anos pra terminar o 1º grau, 6 anos de 2ºgrau, 6 anos de faculdade, 6 anos casado, 6 anos num mesmo emprego, 6 anos em outro...), mas nem tudo se transforma nesse mesmo período e quase nada vem separado em pedaços, ainda mais quando se trata de saber, sentir e fazer. Passados mais 6 anos chega a vontade de mudar, sair do casulo e ser outra criatura, mas já não sou o mesmo de 6 anos atrás. Hoje, outro, modificado pelas dores e alegrias que tive e pelo que passei a saber. Quero mais do que já fui e, em alguns casos, tenho desejo de mais do mesmo que já tive. Quis ser médico e padre quando criança. Já fui um pouco dos dois e muito mais desde aquela época. Quem sabe o que vou ser agora ou daqui a 6 anos? O que quero de mim eu repito: ser humano (mais sensível e sensato). O que quero do mundo não depende só de mim: o fim da pobreza - e sobre isso escrevo faz uma meia dúzia de anos. Quanto a mim, sigo, mudo, mesmo.

17 de abril de 2014

Ânsia

Acordei a cada madrugada
Com o olho no assoalho
Vi que fiz quase nada
Certamente falho

Há dias quero o olhar
De olhos de outrora
O cheiro de há mar
Muito sem hora

Sinto pelo corpo ondas
Desejo outra viagem
Vagas redondas
Olhos agem

Forte correnteza
Estamos ilhados
Em minha mesa
Olhos molhados

13 de abril de 2014

Espadas em enxadas

Já que as grandes empresas de armamento enriquecem às custas do nosso sangue e tratam de afetar os que não seguem essa linha, os governos podem passar a comprar equipamento agrícola com os avanços que se vê no âmbito militar. Ondas de som podem abrir solo mais rapidamente que arados. Que os negócios sejam pela vida. Que as ideias frutifiquem.

12 de abril de 2014

Barbaridade, gauchada macanuda!

Quer a volta da ditadura?

7 de abril de 2014

Olé

Enfim o fato sela o sonho
Sei por certo colocar o pé
Ao dar passada eu ponho

Luz se mostra ao som e fé
Dá um tom mais tristonho

Acordo ao toque sempre é

Proponho

5 de abril de 2014

Transa

Meu dedo toca tua pele
O beiço saca teu batom
Ainda que vento me gele
O calor em ti segue bom

Me sinto forte eu te juro
O sangue corre e anima
Abraço e me sinto puro
Adoro provar tua saliva

Te trago esmago aperto
Falo do que foi proibido
Entro o teu corpo aberto

Por fim satisfeita a libido
De ti sou mais que perto
Nada precisa ter sentido

4 de abril de 2014

Estado

Em vez de fechada boca
Em vez de corpo ocioso
Em vez de visita pouca
Eu novo movimento ouso

Em vez de selado peito
Em vez de vida apagada
Em vez de normal feito
Eu volto a ser um nada

Expiro
Espero
Estudo
E tudo

3 de abril de 2014

Saudades

Minha vida nem tão comprida tem me trazido novidades aqui e acolá, às vezes causando surpresa, outras um leve estranhamento. Em alguns casos, memórias constantes, alimentadas por outros fatos, pensamentos, emoções e palavras. Algumas dessas memórias ainda desejo comigo pela vida, porque sempre se traduzem pro mundo concreto de um modo agradável, causando mudanças de entendimento, de atitude e desejo. Não consigo compreender o que passa na cabeça das pessoas com quem me relaciono, mas tanto me esforço que cada dia entendo um pouco mais o que vai na minha. Posso dizer que já amei, que amo, que quis e quero. A cada dia o poder dessas forças sobre mim se torna evidente então fico atento e me atrevo pra que tenha mais. Meus tesouros humanos podem estar longe dos meus dois olhos, mas constantemente povoam meus dias.

1 de abril de 2014

Comando

Anda com teus pés
A tua ideia encontra
Sejas quem só tu és
Seres eu sou contra

Esquece que te falei
E que outro também
Descobre grande lei
Fazer somente bem

De resto são teorias
Diferentes conceitos
Esquecidos em dias

Nascemos perfeitos
Sem ódio ou manias
Só amor nos peitos

31 de março de 2014

Fim

Alguns finais são alívios
Nos alegram ao chegar
Outros puros sacrifícios
Que colocamos no altar

Aos céus força implorei
Pra suportar o que finda
A mente diz o que já sei
Pois não terminou ainda

Quando mais demora há
Fico atrapalhado e tenso
Tento apurar tudo pra já

O fim vem ingrato intenso
Não importa aonde eu vá
Acaba até o que eu penso

30 de março de 2014

perdido

quem me idealiza ou odeia não sabe que sou humano cheio de erros e acertos? já me julguei um merda e um deus. nada além. me sinto fracassado em tentativas em busca de uma felicidade distante, mas que me engana fazendo parecer que consigo agarrar ela. encontro satisfação ao encontrar luz nos olhos alheios e nos meus em vez de somente tristeza. quero mais da minha essência, da minha existência. quero sentir, fazer, pensar, falar. como todos nós. sou uma patética imagem desfocada. sou uma poderosa entidade em ascensão. sou gente. sem diferença alguma, preciso de pão e amor. fácil pra uns, quase impossível pra outros. triste viver sem o que traga sorrisos depois de provar seu sabor. se o objetivo da vida é ensinar a dor, ela parece sempre conseguir, cedo ou tarde. por fim, incompleto, perdido, vazio. em minha ignorância pergunto se existe saída. vivo, sigo.

29 de março de 2014

Love me too

Can't sleep again
Since you're here
I listen to the rain
Stay with me dear

My eyes are open
Only to see yours
My heart is whole
Let pain no more

My baby I love you
I see clearly it is so
Whatever you'll do
I will give only love

Put feet by my side
All you need I have
Please ask for a life
So I will help to get

26 de março de 2014

Preza próximo

Pulsa o peito
Pula o pleito
Pela o pleno

Polui o plano
Plim o piano
Pinta o pano

Pinça o prato
Pia o pássaro
Pensa o passo

24 de março de 2014

Merece

Tantas pessoas neste mundo e nem toda essa gente se conhece. São fronteiras, crenças, culturas, grupos, classes... Tanto a nos afastar. Às vezes, dentro desses nossos lugares tão pequenos, onde construímos nosso mundo, nos encontramos com alguém que de algum jeito único parece completar o que parece faltar no eu. Cada criança que nasce é uma maravilha que pode ser escondida nos costumes, nos medos, nas vontades. Cada humano vale mais que ouro, mas nos acostumaram a enxergar a aparência e os ganhos possíveis de se tirar dos outros, seja em elogios, favores, trocas constantes, mas tudo isso ainda é pouco, porque somos maravilhosos desde o nascimento até a morte, mas isso continua escondido pela carga das responsabilidades, do conhecimento mal acabado, pela vergonha, pela vaidade. Eu e tu somos tesouros, podemos muito, se formos livres e só assim. E se puder ser lado a lado passa a ser muito melhor. Perdemos quando damos importância pra inteligência de poucos mas jogamos tudo fora quando esquecemos da nossa inteligência e sensibilidade. Eu sou rico porque sou meu dono. Vale mais o que penso e sinto do que qualquer coisa que possa tocar com meu corpo, exceto tu, que também possuis fortuna em ti. E porque vejo isso, te amo.

21 de março de 2014

tchau e oi

Passo muito tempo falando e avaliando. Quer saber? Nada se compara a simplesmente viver, deixar que a realidade se concretize. O hoje já é passado e resta o depois, que agora deixo de viver porque estou aqui escrevendo. Vou ao teu encontro.

20 de março de 2014

Estrada

A cada passo o caminho muda
Mais outra etapa fica pra trás
Em busca de carinho e ajuda
Olhos voltados a amor e paz

Menos importa o que passei
Sou feliz só neste momento
De nada adianta ter sido rei
Se agora ando em tormento

Minha real medida eu digo
É ter coração sempre cheio
Que bom caminhar contigo
Sem ti ele parece que meio

18 de março de 2014

Sentido

Ouvi o riso da tua alegria
Como fogo que me afaga
Com olhos vi tua melodia
Qual aroma não se apaga

Experimento

Invento dias bons e tristes
Somam-se a eles os loucos
Ao sussurro aqui persistes
Bela fonte de risos poucos

Sinto cheio de luz e de paz
Leve peso do peito sincero
Amor como tal torna capaz
Por ver isso tanto eu quero

Ainda tento sozinho sorriso
Um sabor que não me sacia
Longe ou cá de ti eu preciso
O coração exige alma macia

17 de março de 2014

Madrugada

O sono foge de mim
Mas eu o quero hoje
E encontrar-te assim

Tempo me custa caro
Eu o uso em tesouros
Como estar a teu lado

Busco mais que sonho
Desejo o outro mundo
Que fica onde o ponho

Vou contigo pra cama
Abrindo olho fechado
Carinho de quem ama

Abro a boca e bocejo
Aviso que chego logo
Beijo teu peito e cedo

16 de março de 2014

Tu

Nem teu riso cansa
Nem mesmo a voz
Teu papo é dança
E tudo somos nós

Belo fora e dentro
Em alegria te amo
Doce é teu centro
Meu real humano

Caminhar contigo
Rumo ao objetivo
Como bom amigo

Ler todo teu livro
Desejo e consigo
Tu me traz alívio

15 de março de 2014

afetado

não me enganarei mais
se o que sinto é verdade
é bem real a luz e a paz
já sei medir intensidade

o coração duro é má sina
viver assim não me atrai
pensar com amor ensina
e ao erro nunca mais vai

que me toque a carne nua
mais fundo que um objeto
dentro de casa ou pela rua

se é movida por bom afeto
a vida pra dar prazer atua
sem que lhe pare forte veto

14 de março de 2014

Ilha bela

Qual minha alegria
Senão na surpresa?
Quero: pare, ó dia!
Mostra tua beleza.

Uma que permanece,
Até se aperfeiçoa.
Tua obra uma prece
Nunca feita a toa.

Mais rio se em paz
Mais pás neste rio
Meu caminho desfaz
Em meu rumo desvío

Abala um mundo
Quem é coração.
Se ama profundo
Perfeita a ação.

Direction

Forgetting the past is not a good idea in most cases. We already know that it brings us lessons, some really hard, that we don't need to go through again. It is proven that wild capitalism doesn't work fine for the masses and neither does communism, since liberty is taken in both systems. The way governments act is a danger, since they spend time and resources dealing with things they were not supposed to. Humans need medicine, food, shelter and clothes or they die. Anything else is superfluous but still the leaders of the nations use money from taxes to give us entertainment, nice public buildings, commercial contracts, expensive transportation systems, luxurious ceremonies and even wars. We surely don't need it. All we need is to be sure we can survive, then we can find our own path to real happiness. I put my voice together with many others that simply want the right to survive. We already have too many of our brothers and sisters in war zones, refugee camps, prisons, slave jobs, poverty, mind controlling classes etc. How can we find progress if most of our brains are forced to stay without proper use? In a world so used to trade people for money it is hard to think that a person can value more than profit. Can one feel? This is impossible to be bought! Our nature is far more than being an asset that is made to be sold. Looking at what the time left behind it becomes clear that few people are responsible for the decisions of our society while so many relevant opinions and ideas are erased as if they have no importance. Everybody is capable to contribute, no head has a special device that grants better performance, only knowledge, that should be made widely available. It is time to consider and change to a conscious capitalism, to a government based on humanity that respects and provides life and freedom. We already have technology that can grant us a life free from exploitation and oppression. What about being happy today and in the future? That's all I want us to be.

13 de março de 2014

Despedida

Não é a primeira vez que ajo ao ver alguém agonizando pra depois me deparar com a inevitável morte. Talvez o fato que a vítima tenha partido com mais conforto pudesse me alegrar, uma vez que o destino final permaneceu imutável mas o processo aparentemente envolveu menos dor e um pouco de carinho. Fica um pedaço de mim grudado ao corpo que esfria endurecido e inerte. Não falei frases de despedida porque apostei na vida desde que ouvi seu clamor. De nada adiantam estas palavras, como foram inúteis meus sentimentos. Ao menos pra evitar que morresse foram sem valor. Fico eu com meu viver, mais uma vez afetado por uma partida sem um aceno. Parto um dia desses também e fica desde já o meu adeus.

12 de março de 2014

Pressa

Manhã que não chega
Eu te peço a pressa
Cessa a noite negra

A noite negra cessa

11 de março de 2014

Intimidade

Na mente permanece
Obsessiva conversa
De raríssima prece
Sob crenças imersa

Mais reflito o ser
Buscando o que sei
Que querer o saber
Onde o outro é rei

Chegada minha hora
Sozinho ultrapasso
Limites de outrora

Um desejo qual aço
O universo explora
Num mundo que faço

10 de março de 2014

protesto proposto

uma coisa é sair como categoria que monopoliza o serviço essencial e simboliza o povo porque é trabalho com lixo, que lembra mais o pobre que cata pra reciclar do que o jovem universitário que enchia ruas em primeiro lugar e que podia apanhar sem parar o 'mundo da ordem'. essa ainda não foi a saída do grande grupo trabalhador (industrial, rural, doméstico, comercial, público, militar, artista, voluntário etc.) e não-trabalhador (jovens, idosos, contempladores, preguiçosos, doentes etc.). o problema é todos irem cantando hino alheio e não saber quem nem por qual razão compôs daquela maneira. subliminares são 'good business' ou não? se o povo quiser o líder não come, porque não planta por si. só come porque lhe entregam prato. infelizmente só ajeitam a lei depois do conflito. não interessa ao povo ser maltratado pra depois ser atendido. as leis precisam ser humanas, não necessariamente exatas. vale mais o princípio que causa a letra do que ela mesma. a justiça virou objeto de furto, a lei serve ao que mais dentro dela abusa. o poder emana, mas eles fazem a cabeça do povo. vingança e contenda não fazem parte da justiça. compensação e diálogo, sim.

7 de março de 2014

Serena

Mais uma semana sem vida
Nem a grande dor e alegria
Nada de amor bem suicida
Ou a noite que dura um dia

Passam os olhares e falares
Mal entendem que me sinto
Vasculham céus e os mares
Pra certificar onde eu minto

Calam meu choro e um riso
Nunca sei se parecem reais
Na cabeça há o claro aviso
Coração que ama vale mais

6 de março de 2014

pensa belo

Soneto por noites seguidas
Num ritmo que a dor espera
Relembro de fortes e frias
Com cínico tom de uma fera

São sonhos e alto retumbam
Fundo bate e grita coração
Mãos loucas o teto afundam
Mundo aterrorizante ao são

Sem sabor, nem cor mas som
Sabem muitos sua diferença
Se amor tem voz num namoro

Acabe tudo e tu desapareça
Teima o relógio no barulho
Cabe ajuda da justa cabeça

dependente

aqui não parece ter tanta pobreza, andamos pela rua e a maioria não parece estar passando dificuldades, com exceção visualmente dos que dormem na rua. na verdade somos cegos. milhares ainda estão escondidos ou na sala de trabalho e no beco sujo ou no campo. não passam na tv, não vão no protesto, não aparecem na mídia nem nas postagens ou twets. citadinos ou rurais? quem tem o dinheiro? quem tem o pão? dependemos da empresa e do governo ou morremos por falta de alimento. dependemos de todos, somos miseráveis e podemos ser extorquidos a qualquer momento. cegos? depende? eu.

5 de março de 2014

Contemplo

Enquanto isso tem gente com enxada em punho pra trazer comida pra nós. Tem outros com pistola e outros com giz, gaze e tijolo pra nos servir e tanta bobagem sendo dita e feita deste lado de cá da civilização. Nem tudo é tristeza, eu sei, mas nem só riso. Nem tudo é política ou economia. Ainda existe a natureza, a inocência infantil. Nem tudo é o preto e branco que usamos pra medir o mundo, nem somente tons de cinza. Nem tampouco só esta vida que parece ser o que mais vale, ainda mais se pensarmos que somos e não somos um só. Por vezes canso de ver que quase nada muda de verdade, mas isso tem sido assim por milênios. Será que vamos aprender a ser diferentes ou só mais cópias que se consideram originais?

4 de março de 2014

Gosto mais sem medo

Gosto do teu gosto
Sorris com o rosto
Conquistaste posto
Sem ter te imposto

Quero muito e mais
Que sejamos iguais
Como filhos e pais
Sem nome ou sinais

Sinto gigante medo
De perder meu dedo
E despedir-me cedo
Sem deixar o azedo